quarta-feira, 14 de outubro de 2009

MEU AMOR DE CARNAVAL - PARTE DOIS

Na semana seguinte foi a vez dele me surpreender outra vez. Numa das vezes que ele me telefonou, minha mãe atendeu e o convidou pra jantar com a gente um dia desses um frango com quiabo. E qual não foi minha surpresa, quando numa sexta feira, toca a campainha, eu correndo pois ele estava pra chegar, abro a porta e do de cara com ele. Gente fiquei sem graça, verde, amarela, pois agente já namorava a mais de um mês e ele não tinha subido em dia nenhum. Minha mãe passa a minha frente e o recebe com todo carinho, meu pai vem na porta também recebe-lo até o Rodrigo, meuirmãozinho veio conhecer "meu amigoPulinho" como ele o chamava. Eu estava pasma , fiquei mais ainda e foi aí que me explicaram que era uma surpresa, que tinha vindo conhecer a família, e no meio do jantar, eu quase morri, ele me pediu pra namorar para os meus pais, e meu espírito quase larga o meu corpo, quando meu pai disse que não. Ele explicou que eu era sua jóia mais cara e que por minha vontade ele poderia continuar a me encontrar, mas ele deixar ele me namorar, era me colocar na mão dele e que pra que isso acontecesse precisaria de confiança, e o que existia no momento era só uma simpatia. Que ele ia deixar pra responder essa pergunta mais tarde. Eu pensei que ele fosse ficar muito constrangido, que o ambiente fosse ficar pesado, mas que nada, ele apertou a mão do meu pai, disse que tinha orgulho de te-lo conhecido, que tinha aprendido muito naquele dia. Que ia fazer de tudo para ser digno do sim. O tempo foi passando e eles ficaram muito amigos.
Foram lindos dias, meses inesquecíveis mas logo depois do aniversário do Rodrigo(sete desetembro) ele sumiu. Não ligava mais. Marcava e não aparecia. Quando eu ligava me tratava como se tivesse me visto num dia anterior, mas não aparecia. Eu, com o meu orgulho, parei de ligar e de pedir. Sofri muito. Procurei explicações. Fui na casa dele, mas ele não estava lá e não me retornou, botei o orgulho de lado e perguntei o porque do afastamento e ele me perguntou:"-Que afastamento?" Disse que ele estava louco e pensando que estava me fazendo de boba. Parei de procura-lo no dia primeiro de dezembro(aniversário dele), estava com tanta saudade que mandei um presente e marquei um encontro. Ele foi e eu só fiz uma pergunta: Por que? Ele me respondeu que não tinha nada pra me oferecer, que eu era filha de papai rico e ele um assalariado que ganhava mal ainda por cima. Que o cunhado dele havia dito pra ele terminar comigo o mais rápido possível, eu era uma menina, ele tinha mexido comigo e não ia poder me proporcionar tudo o que minha família proporcionava e do jeito que eu estava apaixonada podia ter a infeliz ideiade me entregar e engravidar. Fiquei decepcionada com a fragilidade da confiança dele em mim. Ao invés de conversar-mos ele fez exactamente o que o cunhado dele havia mandado. desse um jeito que eu pensasse que eu estava terminando. Idiota! Foi o que eu disse pra ele. Meu pai tinha planos para ajuda-lo na sua profissão, ele autónomo faria o próprio salário, quando eu disse pra ele o que era, ele quase me pediu pra voltar, mas já estava tudo perdido. Tudo terminado.

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